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riscos_e_rabiscos

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Antídoto Precisa-se.

 

 

Precisa-se urgentemente de antídoto para vizinhos invasores de espaços alheios, altamente irritativos e sob o efeito de estupefacientes.

 

Uma das coisas mais insuportáveis que existem são pessoas que não percebem onde termina a sua liberdade e começa a dos outros. É uma questão de limites e respeito.

 

Quando um gajo se encontra sozinho em casa – onde anda a sua gaja que desapareceu há já algum tempo? – durante um fim-de-semana prolongado e não tem nada para fazer, é claro que só pode dar asneira.

Ora vejamos: é sobejamente sabido que um gajo sem uma gaja anda sempre à deriva (não reclamem pois sabem que é verdade!). Como tal, só faz disparates. É o que se passa neste caso concreto.

 

Comecemos pelo princípio. Gajo que está sozinho e desocupado, ou não se dá por ele ou então dá-se até demais.

Acredito que para enxotar a solidão, o gajo em causa, vá buscar companhia aos “cigarrinhos do riso”, aos fuminhos.

Mas depois fazer figuras tristes…

 

Num dos dias do fim-de-semana, decidiu dar uma volta ao quarteirão para mudar de ares e refrescar as ideias.

Foi uma alegria vê-lo subir a rua a “desviar-se” de obstáculos imaginários (que é como quem diz aos ziguezagues) e a contemplar maravilhado o azul do céu. Só não sei se acertou com a porta do prédio. Não o ouvi entrar…

 

No dia seguinte é que foi pior. O entusiasmo da moka foi tanto, que colocou a música mais alta do que se estivéssemos na discoteca. Uma coisa completamente surreal. Meus ricos tímpanos, meu rico cérebro!

Para completar o cenário, começou a cantar (eu diria zurrar) para nos mostrar os seus dotes vocais que são perfeitamente dispensáveis.

 

Não sei onde vai buscar a “energia”. Para terem uma ideia eu poderia caracterizar o gajo comparando-o a uma folha de papel: branco e fino, que se sustém de pé devido ao vento que sopra contrário.

 

O material responsável pela moka deve ser daqueles mesmo bom. E nós a ter que gramar isto, sem alternativa… Já devemos ter um belo quinhão no céu!